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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Comer nozes todo dia pode aumentar a longevidade
Estudo da Universidade Harvard mostrou que pessoas que consomem alimentos como nozes, amêndoas e avelãs tendem a viver por mais tempo

Comer uma porção de nozes, castanhas, amêndoas, avelãs e outras sementes oleaginosas todos os dias pode ser um dos segredos para a longevidade. Um estudo feito na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas que têm esse hábito desfrutam de uma melhor qualidade de vida do que aquelas que nunca consomem esses alimentos. Elas também costumam viver por mais tempo e correr menos risco de morrer por causas como câncer e doenças cardíacas e respiratórias. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira na revista The New England Journal of Medicine.
O estudo se baseou nos dados de quase 120 000 pessoas que foram acompanhadas durante 30 anos. Os pesquisadores dividiram os participantes em grupos de acordo com a frequência com que comiam frutos como nozes – desde indivíduos que nunca consumiam até aqueles que ingeriam todos os dias.
De acordo com as conclusões, o risco de as pessoas que mais consumiam oleaginosas morrerem durante o estudo foi 20% menor do que o daquelas que nunca comiam esses alimentos. A prevalência de morte prematura também foi menor entre esses participantes. O resultado pode ser explicado também pelo fato de que as pessoas que mais comiam nozes praticavam mais atividade física, eram mais magras e não fumavam.
Os pesquisadores explicam que consumir oleagionosas ajuda a reduzir os níveis do colesterol “ruim” (o LDL) e a controlar a pressão arterial, inclusive em situações de stress.
Segundo os autores, muitas pessoas temem consumir esses frutos pelo seu alto teor de gordura. Diversos estudos, no entanto, mostraram que quem consome oleagionosas com maior frequência é menos propenso a ganhar peso. “As nozes contêm gorduras saudáveis e são ricas em proteínas e fibras, o que retarda a absorção dos alimentos e diminui o apetite”, diz Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e coordenador da pesquisa.

Pessoas que comem nozes e castanhas todo dia vivem mais e são mais magras

Pessoas que consomem uma porção diária de oleaginosas, como castanhas e nozes, têm uma redução de 20% no risco de morrer de qualquer doença e ainda tendem a ser mais magras.
É o que mostra um estudo conduzido por cientistas do Instituto de Câncer Dana-Farber, do Brigham and Women’s Hospital, e da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA. Os resultados estão no periódico New England Journal of Medicine.
Trata-se do maior trabalho desse tipo já publicado: os pesquisadores analisaram dados de 76.464 mulheres no período de 1980 a 2010 e de 42.498 homens entre 1986 to 2010.
“O benefício mais óbvio foi a redução em 29% de mortes decorrentes de doenças do coração”, afirmou o médico Charles Fuchs, do Dana-Farber, um dos autores do trabalho. “Mas também observamos uma redução significativa – de 11% – nas mortes por câncer.”
Os pesquisadores não conseguiram determinar quais os tipos de oleaginosa mais benéficos à saúde – a redução na mortalidade foi similar entre consumidores de amendoim, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, pistache, noz comum e noz pecan.
Estudos anteriores já tinham associado o alto consumo de oleaginosas à diminuição do risco de doenças como diabetes tipo 2, câncer de cólon, cálculo biliar e doenças do coração. O fato também foi ligado à redução do colesterol, do estresse oxidativo e dos níveis de inflamação, adiposidade e resistência à insulina. Mas nenhum deles envolveu tanto tempo e um número tão grande de pessoas.
Os pesquisadores usaram duas grandes bases de dados em que os participantes respondiam questionários sobre hábitos alimentares e saúde em intervalos de dois a quatro anos. A porção de oleaginosas declarada por eles era de mais ou menos 29 gramas, quantidade que geralmente é oferecida em saquinhos vendidos em máquinas nos EUA. Quanto mais frequente era o consumo, maiores os benefícios notados.
Uma análise mais detalhada permitiu concluir que os consumidores de oleaginosas têm características que também contribuem para a redução de doenças: eles são mais magros, menos propensos a fumar e a beber, se exercitam mais, consomem mais frutas e verduras e usam suplementos. Mas os resultados foram confirmados mesmo com esses fatores isolados na análise.
Os autores avisam que o estudo não tem como comprovar causa e efeito. Mas lembram que a conclusão é compatível com outros estudos que mostram os benefícios do consumo de oleoginosas.

Fonte: Veja

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